A Batalha de Rincón ocorreu em 24 de setembro de 1825, envolvendo o Brasil e forças emancipacionistas apoiadas pelas Províncias Unidas do Prata (atual Argentina).
O atual Uruguai havia sido anexado ao Brasil a 21 de julho de 1821, depois da derrota de Artigas. Nunca chegou a ocorrer uma efetiva integração do território ao país, dadas as diferenças lingüísticas e culturais, procurando os uruguaios apoio junto aos Argentinos, que já antes haviam negado apoio ao primeiro patriota.
O nacionalista Lavalleja inicia sua campanha libertadora a 19 de abril de 1825, desembarcando em La Agraciada, à margem esquerda do rio Uruguai, arregimentando voluntários para a causa emancipacionista, logo reunindo um pequeno exército e, a 25 de agosto deste mesmo ano, reuniu-se em assembléia que, em Florida, declarava a província como integrando o território das Províncias Unidas.
A batalha teve lugar em uma área delimitada pela confluência dos rios Uruguai e Negro, denominada Rincón de Haedo e popularmente conhecida como Rincón de las Gallinas. O local era uma estância onde existia uma grande quantidade de cavalos, ao redor de 8.000, que ambos os contendores procuravam obter, por constituir um elemento essencial para suas operações militares.
A Batalha de Rincón , também chamada Batalha de Rincón de las Gallinas, deu-se entre o Exército do Império do Brasil, que ocupava o território da então denominada Província Cisplatina ou Província Oriental e as tropas da Cruzada Libertadora (iniciada pelo General Juan Antonio Lavalleja com o desembarque dos 33 Orientales.
O Exército do Brasil era comandado pelos Coronéis Mena Barreto e Jardim, enquanto o exército Libertador foi comandado nesta batalha pelo Gal. Fructuoso Rivera que se havia unido aos libertadores após o encontro conhecido como Abrazo del Monzón.
Esta batalha, em que se impuseram as tropas ao mando de Rivera, foi o primeiro grande êxito militar da Cruzada Libertadora, obtido fundamentalmente pela grande habilidade militar de Rivera e eu profundo conhecimento do território.